“But heaven knows I’m miserable now”

Às vezes, talvez com mais frequência do que seja possível mensurar, o peso que sinto nos meus ombros e em meu peito aumenta de tal forma que nem todas as palavras alemãs o traduziria.

Tem dias em que penso mais do que falo, procuro saídas para rotas que acabam em muros, remonto passados imperfeitos, projeto futuros de areia, faço ciranda com lembranças que apareceram do nada, que não dizem nada.

Em horas como estas, em que engulo cada palavra que deveria dizer, mas que não digo porque sei, eu me conheço, viro um daqueles monstros que perdem todo e qualquer filtro quando estão cansados, magoados, feridos e acabo cansando, magoando e ferindo quem está à minha volta, só consigo pensar em como seria bom, como seria ótimo, maravilhoso até, não existir.

A cada minuto que passa, o peso da existência e de tudo que ela traz, de bom e de ruim, de belo e feio, fazem meus ombros cederem mais alguns centímetros. Não me preparei para esse peso. Não sei perder.

Em vidas como essa, eu não sei existir.

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Autor: veronyx

"I am not a smile." - SP

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